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Fiscais interceptam 100 toneladas de coque siderúrgico em Itaguaí

Transportadora é autuada por crime ambiental; CSN nega irregularidades no transporte da carga perigosa oriunda da Colômbia.

24/04/2026 às 01:23
Por: Redação

Autoridades de fiscalização apreenderam um volume significativo de 100 toneladas de coque siderúrgico no município de Itaguaí, localizado na Região Metropolitana do Rio de Janeiro. A carga foi encontrada em condições de acondicionamento consideradas irregulares, resultando na autuação da empresa transportadora por infração ambiental.

 

O coque, um subproduto industrial obtido a partir do carvão mineral, é reconhecido como um combustível de estado sólido, caracterizado por sua alta inflamabilidade e potencial poluente. Sua aplicação principal ocorre em usinas siderúrgicas.

 

A ação fiscalizatória que culminou na apreensão ocorreu na última quarta-feira, dia 22. Ela foi executada por agentes da Operação Porto+Seguro, uma iniciativa vinculada à Subsecretaria de Gestão Portuária e Atividades Navais (Subpan), órgão pertencente ao Governo do Estado do Rio de Janeiro.

 

Conforme informações divulgadas pela Subpan, o material apreendido teve sua origem na Colômbia. O carregamento do coque nos veículos de transporte foi realizado no terminal da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), especificamente no Porto de Itaguaí (Tecar). O destino final da carga seria a unidade de alto-forno da própria CSN, situada na cidade de Volta Redonda.

 

Os veículos de grande porte encarregados do transporte, segundo a avaliação dos fiscais, não apresentavam qualquer tipo de sinalização ou identificação externa que alertasse sobre a natureza perigosa do material transportado. Essa ausência de identificação adequada representa um risco considerável para a segurança durante o deslocamento da carga pelas vias rodoviárias.

 

Diante da constatação das irregularidades, os órgãos ambientais com jurisdição sobre o caso e a delegacia de polícia da localidade foram prontamente notificados para procederem com a formalização dos autos de infração pertinentes.

 

Companhia Siderúrgica Nacional Contesta Acusações

 

Em resposta a um questionamento da Agência Brasil, a Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), que figura como responsável pela carga de coque, refutou as alegações de irregularidade. A empresa assegurou que todos os requisitos exigidos foram integralmente atendidos.

 

Em uma nota oficial, a CSN declarou:

“A CSN esclarece que a carga mencionada, composta por coque metalúrgico, atende plenamente a todos os requisitos legais, regulatórios, fiscais e ambientais aplicáveis à sua importação e transporte, não havendo qualquer irregularidade associada ao material ou à sua movimentação. A questão será devidamente esclarecida junto às autoridades competentes.”

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