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Fábrica de costura inaugura vagas em penitenciária feminina de MT

Investimento de 6,8 milhões de reais cria 120 oportunidades de trabalho remunerado para reeducandas em Cuiabá

23/04/2026 às 22:43
Por: Redação

A Secretaria de Estado de Justiça (Sejus) inaugurou, nesta quinta-feira, 23 de abril, uma fábrica e oficina-escola de costura na Penitenciária Feminina Ana Maria do Couto May, em Cuiabá. O projeto, que representa um investimento de 6,8 milhões de reais, visa ampliar a ressocialização de detentas através da oferta de trabalho e qualificação profissional.

 

A nova estrutura é resultado de uma parceria com a Fundação Nova Chance (Funac) e está equipada com 91 máquinas de costura, adquiridas pela Secretaria Adjunta de Administração Penitenciária (Saap). O espaço foi planejado para comportar todas as etapas da produção, incluindo áreas dedicadas ao estoque de matéria-prima, armazenamento das peças confeccionadas, além de refeitório e local de descanso para as reeducandas.

 

Oportunidades de Trabalho e Produção

Neste primeiro momento, 20 internas foram capacitadas pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) e atuarão como multiplicadoras, responsáveis por treinar as demais participantes. Ao todo, o projeto oferecerá 120 vagas de trabalho remunerado, com uma jornada diária de oito horas, permitindo que mais de 50% da população carcerária da unidade seja beneficiada.


O secretário de Estado de Justiça, Valter Furtado Filho, afirmou que a Sejus trabalha para transformar o sistema penitenciário em um espaço de oportunidades, onde o trabalho e a qualificação podem mudar trajetórias e oferecer dignidade.


A iniciativa não só promove a reintegração social, mas também contribuirá para a economia pública. As reeducandas produzirão uniformes escolares que serão destinados à Rede Estadual de Ensino, gerando uma economia significativa aos cofres do estado e fortalecendo a integração entre diferentes políticas públicas.

 

Impacto na Ressocialização

A diretora da unidade, Keily Marques, ressaltou o caráter transformador da fábrica. Ela destacou que o projeto representa esperança, oportunidade e transformação humana, contrastando com a percepção negativa frequentemente associada ao sistema penitenciário. O trabalho e o estudo são pilares essenciais para que essas mulheres possam construir uma nova realidade.


Keily Marques enfatizou que a iniciativa oportunizará às mulheres voltar à sociedade e seguir suas vidas de forma digna, provando que a transformação é possível por meio do trabalho e do estudo.


A expectativa é que a qualificação profissional e a experiência de trabalho remunerado preparem as participantes para uma vida digna após o cumprimento de suas penas. A fábrica simboliza um passo concreto do governo de Mato Grosso na ampliação de projetos de ressocialização, com foco no benefício coletivo e na redução da reincidência criminal.

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