A partir desta quarta-feira, passam a valer os novos parâmetros para financiamento habitacional pelo programa Minha Casa, Minha Vida, que incluem alterações nos limites de renda das famílias e nos valores máximos permitidos para aquisição de imóveis.
Com as mudanças implementadas, a classificação de faixas de renda foi redefinida: a faixa 1 agora contempla famílias com renda de até três mil e duzentos reais; a faixa 2 passou a abranger rendas de até cinco mil reais; a faixa 3 destina-se a quem recebe até nove mil e seiscentos reais; e a faixa 4 chega a famílias com renda de até treze mil reais.
Os valores máximos dos imóveis passíveis de financiamento também foram atualizados. Para os enquadrados na faixa 3, o teto foi estabelecido em quatrocentos mil reais. Já para a faixa 4, o limite é de seiscentos mil reais.
Essas modificações foram aprovadas em março pelo Conselho Curador do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). A ampliação do programa contará com aporte de recursos do Fundo Social, que destinará aproximadamente trinta e um bilhões de reais ao Minha Casa, Minha Vida.
De acordo com projeções do governo, as atualizações promovidas nas regras devem ampliar o acesso ao programa habitacional, possibilitando que oitenta e sete mil e quinhentas famílias usufruam de juros reduzidos. Também está prevista a inclusão de trinta e uma mil e trezentas novas famílias na faixa 3, além do ingresso de oito mil e duzentas famílias na faixa 4.
A equipe técnica estima que essas medidas impliquem em um impacto financeiro de quinhentos milhões de reais em subsídios, além de três bilhões e seiscentos milhões de reais em crédito destinado à habitação.